A jornada da fertilidade nem sempre é fácil. Dúvidas, ansiedade e preocupações, são sintomas nem sempre identificados. E quando o diagnóstico revela que será preciso buscar uma alternativa para a gravidez, um novo tipo de pergunta costuma surgir: será que a ovodoação é para mim?

Esse é um momento que pode despertar sentimentos complexos. Lidar com novas possibilidades exige coragem, informação e, acima de tudo, acolhimento. Cada escolha nessa jornada é íntima e merece ser respeitada com cuidado e empatia.

Por isso, vamos explicar o que é a ovodoação, para quem ela é indicada, como funciona o procedimento e o que você precisa saber caso deseje ser uma doadora.

Mais do que isso, queremos acolher as dúvidas, oferecer informação segura e mostrar que existem caminhos possíveis para realizar o sonho da maternidade. Acompanhe!

O que é ovodoação e para quem é indicada?

A ovodoação é uma das possibilidades oferecidas pela medicina reprodutiva para mulheres que desejam engravidar, mas que, por diferentes motivos, não podem usar seus próprios óvulos.

Nesse tratamento, uma mulher recebe óvulos doados por outra, que são fertilizados em laboratório e, depois, transferidos para o útero da receptora.

A doação de óvulos é regulamentada no Brasil pela Resolução nº 2.320 do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada no ano de 2022. A legislação estabelece que a doação deve ser voluntária, anônima e não pode ter fins lucrativos. A doação também pode ser feita entre parentes até o 4º grau, sem consanguinidade.

Mais do que um procedimento, a ovodoação é um caminho possível, seguro e cheio de significado para quem sonha em construir uma família.

A ovodoação pode ser recomendada em diversas situações clínicas e pessoais, sempre a partir de uma avaliação individualizada feita pela equipe médica. Entre os principais casos:

    • Falência ovariana precoce, condição em que os ovários deixam de funcionar antes dos 40 anos;
    • Menopausa precoce: interrupção definitiva da menstruação antes dos 40 anos, causada pela falência prematura dos ovários;
    • Alterações genéticas que possam ser transmitidas à criança e inviabilizam o uso dos próprios óvulos;
    • Diminuição da qualidade ou quantidade dos óvulos, geralmente associada à idade materna avançada;
    • Histórico de insucessos em ciclos anteriores de Fertilização In Vitro, mesmo com boas condições uterinas;
    • Casais homoafetivos masculinos ou mulheres trans que desejam realizar o sonho da paternidade/maternidade por meio de uma barriga solidária.

É importante reforçar que cada caso é único — e que a decisão pelo uso de óvulos doados deve sempre considerar não apenas os critérios médicos, mas também os aspectos emocionais da paciente ou do casal.

Saiba como funciona o procedimento de ovodoação

A ovodoação é um processo que envolve cuidados em todas as etapas, com atenção especial para o conforto e bem-estar das mulheres envolvidas, tanto da receptora quanto da doadora. Desde o início, o acompanhamento é feito de forma contínua e personalizada, respeitando os tempos e necessidades de cada paciente.

A receptora tem o apoio da nossa equipe na escolha da doadora. A seleção é feita com base em características como compatibilidade genética e histórico de saúde. As informações médicas da doadora são compartilhadas com total respeito à privacidade, garantindo que a escolha seja feita com segurança e confiança.

Antes da transferência do embrião, a receptora passa por um preparo endometrial com o uso de medicações para estímulo ovariano. Esse processo visa deixar o útero pronto para receber o embrião, sendo cuidadosamente monitorado pelos especialistas durante todo o tempo.

Uma vez que os óvulos da doadora são coletados, eles são fertilizados com o sêmen do parceiro ou de um doador anônimo, em laboratório. A equipe de embriologia acompanha o desenvolvimento dos embriões, garantindo a melhor qualidade para a transferência.

Após o desenvolvimento, um dos embriões é escolhido e transferido para o útero da receptora. Essa fase é realizada com total cuidado, buscando sempre proporcionar as melhores chances para a gravidez.

Saiba mais em: O que é Fertilização In Vitro (FIV) e como é realizada?

E se eu quiser ser a doadora?

Se você está considerando se tornar uma doadora de óvulos, essa é uma decisão que envolve muito cuidado e responsabilidade, e é um gesto de generosidade que pode ajudar a realizar o sonho de muitas mulheres que não podem ter filhos por meio de seus próprios óvulos.

A doação de óvulos é um ato voluntário e anônimo, com total sigilo e acompanhamento especializado. Se você está pensando em doar seus óvulos, confira tudo o que precisa saber:

Para ser doadora de óvulos, você precisa atender a alguns requisitos médicos e pessoais, que são avaliados pela equipe de especialistas da clínica de fertilidade. Em geral, é preciso:

    • Ter entre 18 e 35 anos de idade;
    • Ter boa saúde geral e saúde reprodutiva;
    • Não possuir histórico de doenças genéticas ou hereditárias graves;
    • Não utilizar medicamentos que possam afetar a produção de óvulos ou a saúde geral.

O processo de doação envolve algumas etapas, todas elas com total acompanhamento médico, para garantir a segurança e o bem-estar da doadora. 

    • Avaliação médica: é realizada uma avaliação completa da saúde reprodutiva, incluindo exames de sangue e ultrassom, para garantir que você está apta a doar os óvulos. Também será discutido seu histórico médico, para garantir que não tenha condições que possam afetar a qualidade dos óvulos ou colocar sua saúde em risco;
    • Estimulação ovariana: a doadora receberá medicamentos hormonais para estimular a produção de óvulos. O objetivo é que o organismo produza mais que o normal em um ciclo menstrual. O procedimento será monitorado com exames frequentes, para garantir que o desenvolvimento dos folículos esteja ocorrendo conforme o esperado.
    • Coleta dos óvulos: quando estiverem maduros, será realizado um procedimento chamado punção folicular. Esse é um processo simples, feito sob sedação leve, onde os óvulos são coletados diretamente dos ovários da doadora por meio de uma agulha fina;
    • Recuperação e acompanhamento pós-coleta: após a coleta, a doadora passará por um período de recuperação. O procedimento é minimamente invasivo, e o tempo de recuperação costuma ser rápido. A doadora será monitorada e poderá voltar às atividades normais dentro de alguns dias.

Além da doação tradicional, existe a possibilidade de doação compartilhada. Neste caso, a mulher que está passando por um tratamento de reprodução assistida decide compartilhar parte dos seus óvulos coletados com outra mulher que também enfrenta dificuldades para engravidar. 

É uma opção que pode ajudar a reduzir os custos do tratamento de fertilização, ao mesmo tempo que possibilita que mais mulheres tenham acesso ao sonho da maternidade.

Taxas de sucesso da ovodoação

As taxas de sucesso da ovodoação são geralmente altas, especialmente quando os óvulos são de doadoras jovens e saudáveis. Em média, a chance de sucesso por ciclo de tratamento pode variar entre 50% a 70%.

É importante lembrar que cada caso é único, e o acompanhamento médico contínuo é essencial para otimizar os resultados. Embora as chances de gravidez sejam altas, é sempre bom discutir suas expectativas com a equipe médica para entender as possibilidades.

    1. Idade da doadora: é um dos fatores mais influentes! Os óvulos de mulheres mais jovens (geralmente entre 18 e 35 anos) têm maior qualidade, o que aumenta as chances de sucesso;
    2. Útero da receptora: a saúde e a receptividade do útero da mulher que receberá os óvulos também são fundamentais. A preparação do útero, por meio de medicamentos para garantir um bom ambiente para o embrião, e a ausência de condições que possam dificultar a gestação são aspectos importantes;
    3. Acompanhamento médico: a realização do tratamento com acompanhamento contínuo de uma equipe especializada, que monitore cada etapa, é essencial para garantir as melhores condições para o sucesso da fertilização e da transferência embrionária;
    4. Fertilidade masculina: embora a doação de óvulos resolva a questão da fertilidade feminina, a qualidade do sêmen utilizado para fertilizar os óvulos também pode impactar a taxa de sucesso. Um sêmen de boa qualidade contribui para a formação de embriões mais viáveis;
    5. Número de embriões transferidos: o número de embriões transferidos pode influenciar nas taxas de sucesso, mas também é uma decisão que deve ser tomada com cautela. Transferências de mais embriões podem aumentar as chances de sucesso, mas também o risco de gravidez múltipla;
    6. Idade e saúde geral da receptora: a saúde geral da mulher que recebe os óvulos também é determinante. Mulheres com boa saúde têm uma maior taxa de sucesso, mesmo quando estão utilizando óvulos de doadoras.

Leia também: Você sabia que a nutrição influencia na fertilidade feminina e favorece a gravidez?

Transformando o sonho da maternidade em realidade com a InVentre

A ovodoação é uma oportunidade segura para muitas mulheres que buscam realizar o sonho da maternidade. Esse caminho, quando acompanhado por uma equipe especializada, oferece altas chances de sucesso e um processo cuidadoso, respeitoso e acolhedor.

Na InVentre, entendemos que cada jornada é única e, por isso, oferecemos todo o apoio emocional e técnico para que você se sinta segura em cada etapa. Se você está pronta para dar esse passo, estamos aqui para caminhar ao seu lado, sempre com empatia e confiança.

O que é a ovodoação?

A ovodoação é o processo em que uma mulher recebe óvulos de outra mulher, que são fertilizados em laboratório e transferidos para o útero da receptora. Esse procedimento é utilizado por mulheres que não podem utilizar seus próprios óvulos devido a condições médicas ou genéticas.

Quem pode ser doadora de óvulos?

Para ser doadora de óvulos, a mulher deve ter entre 18 e 35 anos, estar em boa saúde geral e reprodutiva e não apresentar doenças genéticas. A doação é voluntária e anônima, com total sigilo em relação à identidade da doadora.

Qual é o tempo de recuperação após a coleta de óvulos?

A recuperação é rápida, já que o procedimento é minimamente invasivo. Em poucos dias, a doadora pode retomar suas atividades normais, mas é importante seguir as recomendações médicas durante o período.

A doação de óvulos é remunerada?

Não. De acordo com a legislação brasileira, a doação de óvulos deve ser voluntária, anônima e sem fins lucrativos. O objetivo é ajudar outras mulheres a realizarem o sonho de ser mães, sem qualquer troca financeira envolvida.

Quais são as chances de sucesso da ovodoação?

As taxas de sucesso variam, mas, em média, as chances de gravidez com óvulos de doadoras jovens e saudáveis podem variar entre 50% a 70% por ciclo. No entanto, é importante que o acompanhamento médico seja contínuo para otimizar os resultados.

Posso utilizar óvulos de uma parente?

Sim, a doação de óvulos pode ser feita entre parentes até o 4º grau, desde que não haja consanguinidade (não podem ser parentes diretos, como mãe e filha, por exemplo).

Qual é o processo de fertilização e transferência de embriões?

Após a coleta dos óvulos, eles são fertilizados com o sêmen do parceiro ou de um doador anônimo. Os embriões gerados são monitorados e, quando atingem o estágio adequado, um é transferido para o útero da receptora, com o objetivo de iniciar a gestação.

Quais são as implicações emocionais da ovodoação?

A ovodoação pode trazer muitas questões emocionais, tanto para a doadora quanto para a receptora. Na InVentre, oferecemos suporte psicológico e acompanhamento contínuo para garantir que todas as partes envolvidas se sintam confortáveis e bem-informadas durante todo o processo.