A Fertilização In Vitro (FIV) é um dos tratamentos de reprodução assistida mais eficazes e está entre as opções mais procuradas por casais que enfrentam dificuldades para engravidar.
Segundo a Anvisa, mais de 56 mil procedimentos laboratoriais relacionados à reprodução assistida foram realizados no Brasil em 2023, um aumento de 36% em relação a 2020 que reforça não só os avanços da medicina reprodutiva, mas também a crescente busca de muitos brasileiros pelo sonho de aumentar a família.
Por isso, vamos explicar como funciona a FIV, quando é indicada, os detalhes de como o procedimento é realizado, e os diferenciais de realizar um tratamento com a InVentre. Acompanhe!
Navegue para saber mais sobre Fertilização In Vitro:
- O que é a Fertilização In Vitro?
- Como o procedimento de fertilização in vitro é realizado?
- Taxas de sucesso e fatores que influenciam o tratamento
- Dúvidas frequentes
O que é a Fertilização In Vitro?
A Fertilização in Vitro é um procedimento no qual os óvulos e os espermatozoides são fertilizados em laboratório. Após a formação dos embriões, um ou mais deles são transferidos para o útero com o objetivo de iniciar a gestação.
E quando a FIV é indicada?
Em várias situações de infertilidade, sendo uma solução eficaz também para casos nos quais outras técnicas de reprodução assistida não obtiveram sucesso. Confira:
- Obstrução ou falência das trompas de falópio: as trompas são essenciais para o transporte dos óvulos até o útero, e sua obstrução pode inviabilizar a concepção natural;
- Endometriose: dificulta a gravidez em cerca de 30% a 40% das mulheres diagnosticadas, principalmente por conta de afetar a qualidade dos óvulos e prejudicar a função dos órgãos reprodutivos;
- Baixa reserva ovariana: com o passar dos anos ou por fatores genéticos e médicos, algumas mulheres apresentam uma quantidade reduzida de óvulos disponíveis nos ovários, ou seja, há uma menor chance de haver óvulos viáveis espontaneamente;
- Alterações no esperma: fatores como baixa contagem de espermatozoides, motilidade reduzida ou alterações morfológicas, podem impedir que o espermatozoide alcance e fertilize o óvulo naturalmente. Nesses casos, técnicas complementares como a ICSI são utilizadas para aumentar as chances de fecundação;
- Falhas em tentativas anteriores: casais que não obtiveram sucesso com inseminações artificiais ou outros métodos de baixa complexidade;
- Casos de infertilidade masculina severa: quando não há espermatozoides no sêmen, é possível realizar a extração diretamente dos testículos;
- Casais homoafetivos ou doação de gametas: é a principal alternativa para casais homoafetivos masculinos que desejam aumentar a família, por meio de doação de óvulos e barriga solidária. Além disso, mulheres solteiras ou casais homoafetivos femininos podem recorrer ao método por meio de doação de espermatozoides.
Leia também: Descubra como o planejamento reprodutivo pode transformar seu futuro familiar!
Como o procedimento de fertilização in vitro é realizado?
A FIV é um tratamento de reprodução assistida dividido em que exigem acompanhamento médico especializado e atenção individualizada ao longo de todo o processo. O objetivo é otimizar as chances de fecundação e implantação embrionária, respeitando o ritmo e a resposta de cada organismo.
Na InVentre, antes mesmo de iniciarmos o tratamento, você vai conversar com a Consultora da Fertilidade — uma consulta gratuita onde poderá conhecer melhor nossa equipe, esclarecer dúvidas diretamente com uma de nossas embriologistas e receber orientações sobre os exames iniciais. É um momento de escuta, acolhimento e planejamento.
Depois de avaliarmos cuidadosamente o seu caso por meio de exames e confirmarmos que a FIV é a melhor alternativa, daremos início às seguintes etapas:
1. Estimulação ovariana
A mulher utiliza medicamentos hormonais para estimular os ovários a produzirem mais óvulos em um único ciclo. Durante esse período, ela realiza ultrassons e exames de sangue frequentes para monitorar o crescimento dos folículos.
2. Indução da ovulação e coleta de óvulos
Quando os folículos atingem o tamanho ideal, é administrada uma medicação para induzir a maturação final dos óvulos. Cerca de 36 horas depois, é realizada a punção folicular, onde os óvulos são cuidadosamente coletados.
O procedimento dura em torno de 15 minutos, é feito na clínica com a paciente sob sedação leve e não requer cortes ou incisões. Com o auxílio de ultrassonografia transvaginal, uma agulha delicada é guiada até os ovários para aspirar os folículos, onde estão os óvulos.
3. Coleta e preparo do sêmen
No mesmo dia da coleta de óvulos , o parceiro fornece uma amostra de sêmen (que também pode ser de um doador), que é processada em laboratório para selecionar os espermatozoides mais saudáveis, com melhor motilidade e morfologia.
Nos casos em que não é possível obter espermatozoides por via natural, é possível realizar a coleta cirúrgica diretamente dos testículos ou epidídimo.
4. Fertilização dos óvulos
Com os óvulos já coletados e os espermatozoides preparados em laboratório, é o momento da fertilização — o encontro entre os gametas que pode dar início à formação de um embrião. Esse processo pode ser realizado de duas formas, dependendo das características de cada caso:
- Fertilização clássica: é quando os espermatozoides são colocados junto aos óvulos em uma placa de cultivo, simulando o ambiente das trompas. Nesse método, a fertilização ocorre de forma espontânea, onde o espermatozoide precisa “encontrar” e penetrar o óvulo por conta própria;
- ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide): indicada especialmente em casos de alterações no sêmen ou em tratamentos anteriores sem sucesso. Aqui, um único espermatozoide é selecionado e inserido diretamente dentro do óvulo com o auxílio de uma microagulha. Esse procedimento aumenta as chances de fecundação quando há dificuldades no processo natural.
5. Cultivo dos embriões
Os embriões formados são mantidos em incubadoras que simulam as condições do corpo humano, sendo cuidadosamente monitorados pelos embriologistas.
Eles acompanham o desenvolvimento celular diariamente, observando quais embriões seguem em divisão adequada até o estágio de blastocisto (geralmente no 5º ou 6º dia após a fertilização). Nesse período, também é possível realizar testes genéticos, caso haja indicação.
6. Transferência embrionária
Um ou mais embriões são selecionados para transferência. Esse procedimento é rápido e feito com o auxílio de um cateter fino que é responsável por depositá-los dentro do útero.
A paciente geralmente não precisa de anestesia e pode retomar suas atividades no mesmo dia, seguindo as orientações específicas da equipe médica.
7. Fase de suporte e teste de gravidez
Após a transferência, inicia-se a fase de suporte hormonal, em que a mulher continua utilizando medicações (geralmente à base de progesterona) para favorecer a implantação embrionária e a manutenção do endométrio receptivo.
Aproximadamente de 10 a 12 dias após a transferência, ocorre o momento de maior emoção do tratamento: quando é realizado um exame de sangue (beta-hCG) para verificar se houve a implantação e confirmar a gravidez.
8. Congelamento de embriões
Em alguns casos, há esta fase complementar que pode ser fundamental para muitos pacientes! Quando o número de embriões formados é maior do que o transferido naquele ciclo, os excedentes são cuidadosamente avaliados e, se estiverem em boas condições, congelados para uso futuro.
Segundo a legislação brasileira, eles devem permanecer armazenados por no mínimo três anos, podendo ser utilizados em novas tentativas, preservados para uma futura gestação ou, com autorização dos pacientes, doados para outros casais em tratamento.
Taxas de sucesso e fatores que influenciam o tratamento
A taxa de sucesso da FIV pode variar bastante de organismo. Um dos principais é a idade da mulher, já que a qualidade e a quantidade de óvulos disponíveis diminuem gradativamente com o passar dos anos.
Em mulheres com menos de 35 anos, por exemplo, as taxas por ciclo de FIV chegam a cerca de 50% e, após os 40 anos, esse índice pode cair para menos de 20%. Outros fatores que influenciam os resultados incluem:
- Qualidade dos embriões: embriões de boa qualidade têm maior potencial de implantação e desenvolvimento saudável;
- Saúde uterina e endometrial: um útero receptivo é essencial para a implantação embrionária;
- Estilo de vida dos pacientes: hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade ou estresse crônico podem impactar negativamente o tratamento;
- Causas da infertilidade: dependendo da origem do problema — masculina, feminina ou combinada — a resposta ao tratamento pode ser diferente;
- Número de embriões transferidos: em geral, um único embrião é transferido por segurança, mas em alguns casos, a transferência de dois pode ser considerada;
- Equipe médica e tecnologia empregada: a experiência da equipe e o uso de tecnologias avançadas de cultivo, diagnóstico e suporte ao embrião fazem toda a diferença.
Saiba mais: Você sabia que a nutrição influencia na fertilidade feminina e favorece a gravidez?
Realize seu sonho da maternidade com a InVentre
A decisão de iniciar um tratamento de fertilidade envolve coragem, planejamento e, acima de tudo, esperança. E aqui na InVentre, cada história importa!
Nossa missão é unir ciência e cuidado humano para tornar o processo mais leve, seguro e individualizado — respeitando o tempo e o desejo de cada paciente. Com o apoio de uma equipe experiente e estrutura de ponta, oferecemos muito mais do que um tratamento, como também um espaço onde o sonho de ser mãe pode florescer com confiança.
Se você está considerando a Fertilização In Vitro ou quer entender melhor qual caminho seguir, estamos aqui para ajudar. Agende sua primeira consulta e realize seu sonho com a gente.
Dúvidas frequentes sobre Fertilização In Vitro:
Quais são as chances de sucesso da FIV?
As chances de sucesso da FIV variam de acordo com vários fatores, como a idade da mulher, a qualidade dos óvulos e espermatozoides, por exemplo. Em média, as taxas de sucesso podem variar de 40% a 60%, mas cada caso é único e deve ser avaliado individualmente pela equipe médica.
Quantos embriões são transferidos durante a FIV?
O número de embriões transferidos varia conforme a qualidade dos mesmos e a avaliação da equipe médica. Geralmente, entre um e três embriões são transferidos, mas em alguns casos, a recomendação pode ser de transferir apenas um embrião para reduzir os riscos de gravidez múltipla.
Quanto tempo dura o tratamento de FIV?
O tratamento completo de FIV pode durar de 2 a 4 semanas, mas varia de caso para caso. Isso inclui o período de estimulação ovariana, a punção folicular, a fertilização dos óvulos e a transferência dos embriões.
Existe algum risco no procedimento de FIV?
Como em qualquer procedimento médico, a FIV tem alguns riscos, embora sejam raros. Entre eles estão a síndrome de hiperestimulação ovariana, complicações durante a punção folicular e a possibilidade de gravidez múltipla. No entanto, são minimizados com acompanhamento médico constante.
O que acontece com os embriões que não são transferidos?
Os embriões que não são transferidos podem ser congelados para futuras tentativas de gravidez ou, caso o casal decida, doados para outro casal em tratamento. A legislação brasileira exige que os embriões congelados sejam armazenados por no mínimo três anos.
A FIV é indicada para casais homoafetivos?
Sim, a FIV é a principal técnica utilizada para casais homoafetivos masculinos que desejam ter filhos biológicos. No caso de casais homoafetivos femininos ou mulheres que querem engravidar sem um parceiro, a doação de espermatozoides também pode ser realizada com a FIV.
Quais são os cuidados após a transferência embrionária?
Após a transferência embrionária, a mulher deve seguir as orientações médicas com relação ao repouso, alimentação e o uso de medicações hormonais para garantir a implantação do embrião. Evitar esforço físico e estresse é recomendado, mas a maioria das mulheres pode retomar suas atividades normais após alguns dias.
A FIV pode ser realizada em qualquer idade?
Embora não exista uma idade máxima definida para a FIV, as chances de sucesso diminuem conforme a idade da mulher, especialmente após os 35 anos. No entanto, a fertilização in vitro pode ser uma opção viável até os 40 anos ou mais, dependendo da reserva ovariana e saúde reprodutiva da mulher.
A FIV é um procedimento doloroso?
Durante a FIV, a maioria das etapas não são dolorosas, pois são feitas sob sedação ou anestesia local. A punção folicular, por exemplo, é realizada com sedação, e o processo de transferência embrionária é rápido e não exige anestesia. Alguns desconfortos leves podem ocorrer durante o tratamento, mas são temporários.


