A decisão de tentar engravidar pode ser um momento de alegria e expectativa, mas, para muitos casais, também vem acompanhada de dúvidas, ansiedade e preocupações. Quando a concepção não acontece naturalmente, é natural se perguntar: “Será que existe algum problema com a minha fertilidade?”

É nesse contexto que os exames de infertilidade se tornam aliados essenciais. Eles permitem identificar possíveis causas, compreender melhor o funcionamento do corpo e orientar decisões de tratamento de forma personalizada e segura.

O objetivo não é apenas descobrir um diagnóstico, mas oferecer clareza, segurança e suporte emocional durante toda a jornada do casal. Venha saber tudo sobre a jornada de investigação de infertilidade com a gente!

Quando a investigação da infertilidade se torna necessária?

A infertilidade é definida como a dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas regulares sem uso de métodos contraceptivos. Para mulheres acima de 35 anos, esse período é reduzido para 6 meses, pois a mesma tende a diminuir com a idade. No entanto, há situações em que a investigação deve começar antes desse prazo:

  1. Abortos recorrentes ou dificuldades para manter a gestação podem indicar problemas uterinos ou hormonais;
  2. Doenças crônicas ou cirurgias prévias nos órgãos reprodutivos podem afetar a fertilidade;
  3. Alterações hormonais (como ovário policístico ou disfunções da tireoide) podem dificultar a ovulação;
  4. Histórico de tratamentos médicos que impactam a fertilidade, como quimioterapia.

Investigar cedo não só aumenta as chances de sucesso nos tratamentos, como também permite que o casal se prepare emocional e fisicamente para a jornada da concepção.

Por que a investigação deve envolver o casal?

A fertilidade é uma característica compartilhada entre os parceiros! Estudos indicam que 40% dos casos de infertilidade estão relacionados a fatores femininos, 40% a fatores masculinos e 20% a causas combinadas ou inexplicadas.

Portanto, envolver ambos desde o início garante um diagnóstico completo, planejamento personalizado que considere todos os fatores que a influenciam e também suporte emocional mútuo, fortalecendo a parceria durante um momento que pode gerar ansiedade e frustração.

Essa abordagem integrada ajuda o casal a compreender melhor os resultados, tomar decisões fundamentadas e se sentir amparado em cada etapa da jornada.

Exames para avaliação da fertilidade feminina

A fertilidade feminina envolve uma série de fatores que precisam estar em equilíbrio: reserva ovariana de boa qualidade, condições do útero para receber o embrião e a passagem livre pelas trompas. Quando um desses pontos apresenta alterações, a gestação pode se tornar mais difícil.

Por isso, a investigação feminina busca compreender como está a saúde reprodutiva em cada etapa do processo, avaliando hormônios, reserva ovariana e condições anatômicas do útero e das trompas.

1. Exames hormonais

Os hormônios indicam como os ovários estão funcionando e se há condições que podem dificultar a ovulação:

  • FSH e LH: indicam a função ovariana e a regularidade do ciclo;
  • Estradiol: avalia a qualidade do endométrio;
  • Hormônio antimülleriano (AMH): fornece estimativa da reserva ovariana;
  • Prolactina: níveis elevados podem impedir a ovulação.

2. Ultrassonografia transvaginal

Permite observar os ovários, folículos e útero, identificando alterações como cistos, miomas ou endometriose. Também é usada para monitorar o crescimento folicular em tratamentos de reprodução assistida.

3. Histerossalpingografia (HSG)

Este exame avalia a permeabilidade das trompas, essencial para que o espermatozoide encontre o óvulo. Obstruções ou alterações anatômicas podem indicar necessidade de cirurgia ou técnicas de fertilização assistida.

4. Histeroscopia

Exame endoscópico que permite visualizar diretamente o interior do útero. É indicada quando há suspeita de alterações na cavidade uterina, como pólipos, miomas submucosos ou aderências, que podem interferir na implantação do embrião. 

Assim, é possível identificar problemas que não são detectados por ultrassonografia, permitindo intervenções precisas e aumentando as chances de sucesso da concepção.

Exames para avaliação da fertilidade masculina

A avaliação da fertilidade masculina busca entender a qualidade e a quantidade dos espermatozoides, além de aspectos hormonais e anatômicos que podem interferir na capacidade de fecundação. 

Esse cuidado garante que possíveis alterações sejam identificadas logo no início, permitindo tratamentos mais direcionados e aumentando as chances de sucesso.

1. Espermograma

O espermograma é o exame mais comum e inicial na avaliação masculina. Ele analisa a quantidade de espermatozoides, sua movimentação (motilidade) e formato (morfologia). Alterações nesses parâmetros podem indicar dificuldades na fecundação natural.

2. Exames hormonais

A dosagem de hormônios como testosterona, FSH e LH ajuda a verificar se os testículos estão funcionando adequadamente e se há produção adequada de espermatozoides. Afinal, alterações hormonais podem influenciar diretamente a fertilidade.

3. Ultrassonografia testicular

Esse exame de imagem identifica alterações anatômicas, como a varicocele, além de investigar a presença de cistos ou outras condições que impactam a produção de espermatozoides.

4. Exames genéticos

Solicitados em situações específicas, como alterações graves no espermograma, histórico de infertilidade na família ou casos de abortos recorrentes. Eles ajudam a detectar fatores hereditários que possam comprometer a fertilidade ou afetar a saúde reprodutiva.

Saiba mais em: Infertilidade masculina: quais são as causas e os tratamentos disponíveis?

Como os resultados guiam o tratamento?

Mais do que identificar a presença de alterações, os exames de infertilidade têm a função de traçar um verdadeiro mapa da saúde reprodutiva do casal. Cada resultado obtido é analisado de forma integrada, permitindo ao especialista compreender o quadro geral e indicar o caminho mais adequado.

Em alguns casos, os ajustes iniciais podem envolver apenas mudanças simples, como a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, suplementação nutricional ou uso de medicações para corrigir desequilíbrios hormonais. 

Já em outros cenários, é preciso recorrer a técnicas de reprodução assistida para a concepção, como a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro (FIV), por exemplo, aconselhadas de acordo com as necessidades específicas de cada casal.

Há situações em que intervenções cirúrgicas se tornam a melhor opção, seja para tratar bloqueios nas trompas, corrigir a varicocele ou remover alterações anatômicas que atrapalham o processo natural de concepção.

O mais importante é que todas essas decisões sejam tomadas com base em informações precisas dos resultados dos exames e de maneira personalizada, sempre respeitando a história, o tempo e os desejos do casal.

Por que é importante contar com uma clínica especializada em medicina reprodutiva?

A investigação da infertilidade é um processo que vai muito além dos exames. Ela representa uma oportunidade de compreender melhor o próprio corpo, identificar caminhos possíveis e, sobretudo, manter viva a esperança de realizar o sonho da maternidade.

Contar com uma clínica completa e confiável faz toda a diferença: desde a precisão diagnóstica até o cuidado humano em cada etapa da jornada. Afinal, cada casal tem uma história única, e merece um acompanhamento personalizado, transparente e cheio de acolhimento.

Se você e seu parceiro(a) estão enfrentando dificuldades para engravidar, dê o primeiro passo hoje mesmo. Nossa equipe está pronta para oferecer suporte integral e caminhar ao seu lado na realização desse sonho.

Dúvidas frequentes sobre a jornada de investigação da infertilidade:

Quando devo procurar uma clínica para investigar infertilidade?

A investigação deve começar após 12 meses de tentativas sem sucesso para engravidar (ou 6 meses para mulheres acima de 35 anos). Em casos de abortos recorrentes, doenças crônicas, cirurgias ou alterações hormonais, é recomendado buscar orientação mais cedo.

Por que ambos os parceiros precisam fazer exames?

A infertilidade envolve tanto fatores femininos quanto masculinos. Cerca de 40% dos casos têm origem feminina, 40% masculina e 20% combinada ou inexplicada. Avaliar os dois parceiros garante um diagnóstico completo e um planejamento de tratamento mais eficaz.

Quais são os principais exames femininos?

Os exames incluem avaliação hormonal (FSH, LH, AMH, estradiol e prolactina), ultrassonografia transvaginal para observar ovários e útero, e histerossalpingografia para verificar a permeabilidade das trompas. Cada exame ajuda a entender diferentes aspectos da fertilidade feminina.

E quais são os principais exames masculinos?

Os principais exames masculinos são o espermograma, avaliação hormonal (testosterona, FSH, LH), ultrassonografia testicular e, em casos específicos, exames genéticos. Eles avaliam a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides, além de identificar alterações anatômicas ou hormonais.

Quanto tempo leva para ter um diagnóstico completo?

O tempo varia de acordo com o casal e os exames indicados. Alguns diagnósticos podem ser obtidos em poucas semanas, enquanto outros exigem acompanhamento ao longo de ciclos menstruais ou avaliações complementares. O importante é que cada etapa seja feita com cuidado e orientação especializada.

Por que escolher uma clínica especializada em medicina reprodutiva é importante?

Uma boa clínica de reprodução assistida oferece avaliação integral ao casal, exames individualizados, interpretação precisa dos resultados e indicação de tratamentos personalizados. Contar com uma equipe experiente garante segurança, acolhimento e maior chance de sucesso na jornada para a concepção.