Ao longo da vida reprodutiva, muitas mulheres se deparam com uma questão importante: como preservar a fertilidade para o futuro? Seja por motivos pessoais, profissionais ou de saúde, a decisão de postergar a maternidade é cada vez mais comum, e a boa notícia é que a medicina reprodutiva oferece alternativas seguras e eficazes!

Entre as opções estão o congelamento de óvulos e o congelamento de embriões. Ambos fazem parte das estratégias de preservação da fertilidade, ou seja, permitem que a paciente mantenha suas chances de engravidar em fases mais avançadas da vida, quando a qualidade dos óvulos está naturalmente reduzida.

Apesar de semelhantes em alguns aspectos, cada procedimento tem características próprias e pode ser mais indicado dependendo da fase de vida e do planejamento de vida de cada paciente. Por isso, vamos explicar as diferenças, quando cada um é recomendado e quais os pontos de atenção antes de tomar essa decisão. Acompanhe!

O que é o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação de óvulos, é uma técnica que permite armazenar os óvulos da mulher em baixíssimas temperaturas (com uso de nitrogênio líquido a –196°C) para que sejam utilizados no futuro.

Esse procedimento é indicado para preservar a fertilidade em situações em que a paciente não deseja ou não pode engravidar naquele momento, mas quer manter a possibilidade de uma gestação mais adiante. Mas como funciona o processo?

1. Avaliação inicial

A jornada começa com exames para entender a reserva ovariana, como a dosagem do hormônio antimülleriano e o ultrassom transvaginal. Nessa fase, a paciente também vai ser consultada com um especialista, para entender detalhadamente cada etapa, riscos e expectativas.

2. Estimulação ovariana

Com o acompanhamento médico, são aplicados hormônios que estimulam os ovários a desenvolver mais óvulos em um único ciclo. Durante esse período, são realizados ultrassons e exames de sangue frequentes para monitorar a resposta do organismo.

3. Coleta dos óvulos

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a punção folicular. Trata-se de um procedimento rápido, feito sob sedação leve e na própria clínica, no qual os óvulos maduros são coletados e encaminhados imediatamente ao laboratório.

4. Congelamento (vitrificação)

Em seguida, os óvulos passam por um processo chamado vitrificação, que congela as células de forma ultrarrápida. Esse método é essencial para preservar a viabilidade e garantir altas taxas de sobrevivência no futuro.

5. Armazenamento

Por fim, os óvulos são conservados em nitrogênio líquido a temperaturas extremamente baixas, garantindo segurança e preservação. Eles podem permanecer congelados por tempo indeterminado, prontos para serem utilizados quando a paciente desejar iniciar a gestação.

Leia mais informações em: Se eu congelar meus óvulos, quais são minhas chances reais de engravidar?

Para quem é indicado o congelamento de óvulos?

  • Adiar a maternidade por escolha pessoal ou profissional, preservando melhores chances de gestação no futuro;
  • Mulheres diagnosticadas com doenças oncológicas, que precisam passar por tratamentos (como quimioterapia ou radioterapia) que podem comprometer a fertilidade;
  • Casos de histórico familiar de menopausa precoce ou redução acelerada da reserva ovariana;
  • Situações médicas específicas, como endometriose avançada, que pode impactar a qualidade dos óvulos ao longo dos anos.

O que é o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões é uma técnica de preservação da fertilidade que também  utiliza a vitrificação em nitrogênio líquido. A principal diferença é que, nesse caso, os óvulos já foram fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro ou de um doador, formando embriões que serão preservados para uso futuro.

Esse método é bastante utilizado em tratamentos de fertilização in vitro (FIV), quando sobram embriões de boa qualidade após a transferência inicial para o útero, ou quando o casal deseja adiar a gestação, mas já tem clareza sobre o desejo de ter filhos juntos. E como funciona o processo?

1. Avaliação inicial

O primeiro passo é uma consulta médica detalhada, na qual é avaliada a saúde reprodutiva da paciente e realizada a análise dos exames necessários, como hormonais, ultrassonografia e outros testes que ajudam a planejar o procedimento com segurança.

O especialista também esclarece todas as etapas, explica os possíveis riscos e define as expectativas do tratamento.

2. Estimulação ovariana

A paciente recebe medicações hormonais para estimular os ovários a produzirem múltiplos óvulos maduros em um único ciclo. Durante esse período, ultrassons e exames de sangue monitoram a resposta do corpo à medicação.

3. Coleta dos óvulos

Quando os folículos atingem o tamanho ideal, os óvulos são coletados por meio da punção folicular, um procedimento rápido e seguro realizado sob sedação leve.

4. Fertilização e formação do embrião

Aqui está a grande diferença: os óvulos coletados são imediatamente fertilizados com o sêmen do parceiro ou doador, em laboratório. Esse processo pode ocorrer de duas maneiras: convencional, em que óvulos e espermatozoides são colocados juntos, ou ICSI, quando um espermatozoide é injetado diretamente no óvulo.

Após a fertilização, eles  passam por alguns dias de cultivo, geralmente até o estágio de blastocisto (5 a 6 dias), momento em que a divisão celular está avançada e a qualidade do embrião pode ser avaliada com maior precisão.

5. Congelamento (vitrificação) e armazenamento

Os embriões selecionados são congelados por vitrificação, um processo ultrarrápido que preserva a viabilidade celular e garante alta taxa de sobrevivência no descongelamento. Em seguida, são armazenados em tanques de nitrogênio líquido, prontos para serem transferidos ao útero quando a paciente estiver preparada para a gestação.

Quando a paciente ou o casal decide utilizá-los, eles passam pelo processo de descongelamento algumas horas antes da transferência, normalmente até 3 horas antes. Os embriões podem permanecer armazenados por tempo indeterminado, mantendo seu potencial reprodutivo intacto.

Para quem é indicado o congelamento de embriões?

  • Casais que desejam adiar a gravidez sem perder tempo: os embriões já estão formados e prontos para transferência futura, aumentando as chances de sucesso em comparação com óvulos isolados;
  • Pacientes que passam por tratamentos de fertilidade e querem otimizar os ciclos: embriões congelados podem ser usados em futuras tentativas, evitando a necessidade de novas estimulações ovarianas;
  • Mulheres com idade avançada ou baixa reserva ovariana: ter embriões congelados aumenta as chances de gestação, já que o processo inclui a fecundação com espermatozoides de boa qualidade;
  • Planejamento reprodutivo com maior segurança genética: antes da transferência, os embriões podem passar por exames genéticos (PGT), o que não é possível no congelamento de óvulos isolados.

Congelamento de óvulos ou de embriões: qual escolher?

Autonomia reprodutiva

O congelamento de óvulos oferece mais liberdade para a mulher. Ela decide quando e com quem deseja engravidar, sem precisar de um parceiro no momento do procedimento. Os óvulos pertencem apenas a ela e podem ser fertilizados futuramente, seja pelo seu parceiro ou do banco de sêmen.

Taxa de sucesso e resistência

Embriões congelados apresentam taxas de sucesso e sobrevivência maiores em comparação aos óvulos. Como o embrião já está formado, ele é mais resistente ao processo de congelamento e descongelamento, aumentando as chances de gestação futura.

Flexibilidade no planejamento

Enquanto os óvulos permitem que a mulher mantenha suas opções abertas, os embriões exigem que a decisão sobre o parceiro ou o banco de sêmen seja tomada antes do congelamento. Isso pode limitar um pouco a flexibilidade reprodutiva em comparação aos óvulos.

Exames genéticos

O congelamento de embriões possibilita testes genéticos, como o PGT, antes da transferência, ajudando a reduzir riscos de alterações cromossômicas. Nos óvulos, essa análise só pode ser feita após a fertilização e formação do embrião.

É importante pontuar que a escolha entre óvulos ou embriões depende de fatores como idade, saúde reprodutiva, planejamento familiar e preferências pessoais. Por isso, consultar um especialista é essencial para definir o caminho mais seguro e eficiente, garantindo a preservação das chances de gestação futura.

Confira também: Você sabia que a nutrição influencia na fertilidade feminina e favorece a gravidez?

Na InVentre, seu futuro reprodutivo é com segurança e apoio especializado

O congelamento de óvulos e o congelamento de embriões são ferramentas poderosas para preservar a fertilidade e ampliar as possibilidades de maternidade no momento certo. Cada técnica tem suas características, vantagens e indicações específicas, e a escolha depende do planejamento reprodutivo, idade e saúde da paciente.

Na InVentre, entendemos que cada história e cada decisão são únicas. Por isso, oferecemos um atendimento personalizado, com acompanhamento especializado em todas as etapas do processo, desde a avaliação inicial até o uso dos óvulos ou embriões congelados. 

Nosso objetivo é orientar, esclarecer dúvidas e proporcionar segurança, garantindo que cada paciente possa preservar sua fertilidade com confiança e cuidado integral. Conte conosco para transformar seus planos de maternidade em realidade, com tecnologia de ponta, acolhimento e acompanhamento especializado.

Dúvidas frequentes sobre as diferenças entre congelamento de óvulos e congelamento de embriões:

Qual a diferença principal entre congelamento de óvulos e de embriões?

É possível usar óvulos congelados a qualquer momento?

Quem pode se beneficiar do congelamento de óvulos ou embriões?

É necessário ter um parceiro para congelar embriões?

Existe limite de tempo para manter óvulos ou embriões congelados?

O procedimento é doloroso ou arriscado?