Nem sempre a gravidez acontece naturalmente no tempo esperado. Quando isso acontece, os tratamentos de reprodução assistida surgem como uma alternativa importante para quem deseja realizar o sonho da maternidade. Entre as opções disponíveis, dois dos métodos mais conhecidos são a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV).

Embora ambos tenham o mesmo objetivo — facilitar o encontro entre óvulo e espermatozoide —, cada tratamento segue um caminho diferente: na inseminação artificial, esse encontro acontece dentro do corpo da mulher. Na FIV, ocorre em laboratório, com suporte especializado.

O Brasil é referência na América Latina em reprodução assistida, com mais de 83 mil bebês nascidos graças à reprodução assistida nos últimos 25 anos. Conhecer as particularidades de cada procedimento ajuda a tomar uma decisão segura e consciente.

Por isso, neste conteúdo vamos explicar como funciona a inseminação artificial e fertilização in vitro, quais são as suas principais diferenças entre e como a equipe médica pode te orientar na escolha do melhor caminho. Acompanhe!

O que é fertilização in vitro (FIV)?

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica em que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece em laboratório, fora do corpo da mulher.

O processo começa com a estimulação ovariana por meio do uso de hormônios para que a mulher produza mais óvulos em um mesmo ciclo. Eles serão coletados em um procedimento simples e seguro, guiado por ultrassonografia. 

Os óvulos e espermatozoides são colocados juntos para que ocorra a fecundação, ou, em casos específicos, é realizada a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

Os embriões formados são cultivados por até 5 ou 6 dias, sendo acompanhados pela equipe de embriologia. Um ou mais embriões são transferidos para o útero da mulher.  O restante dos embriões, se houver, podem ser congelados para tentativas futuras.

O que é inseminação artificial (IA)?

A inseminação artificial (IA) é um procedimento no qual o sêmen do parceiro ou de um doador é preparado em laboratório para ser introduzido diretamente no útero da mulher, aumentando as chances de encontro com o óvulo e, consequentemente, a possibilidade de gravidez.

A técnica é simples, rápida e não exige sedação. O processo é acompanhado por exames de ultrassom para identificar o melhor momento do ciclo para realizar a inseminação, aumentando as chances de sucesso.

Fertilização ou inseminação? Conheça as 4 principais diferenças

Na inseminação artificial, a fecundação acontece dentro do corpo da mulher, especificamente no útero. O sêmen é cuidadosamente preparado em laboratório para garantir que os espermatozoides estejam em melhores condições, e então é inserido diretamente no útero no momento ideal do ciclo menstrual, facilitando o encontro natural com o óvulo na tuba uterina. 

Esse processo respeita o ambiente natural da fertilização e depende do funcionamento saudável do sistema reprodutor feminino para que o óvulo e o espermatozoide se encontrem.

Já na fertilização in vitro (FIV), a fecundação ocorre fora do corpo, em um ambiente controlado. Após a estimulação ovariana, os óvulos são coletados por meio de um procedimento guiado por ultrassom, e levados para o laboratório onde são colocados em contato com os espermatozoides. 

A união do óvulo com o espermatozoide é monitorada cuidadosamente por embriologistas. Somente após a formação dos embriões, eles são transferidos para o útero, para que o desenvolvimento possa prosseguir.

A inseminação artificial é um procedimento menos invasivo e mais simples. Ela não exige anestesia e pode ser realizada na clínica em poucos minutos. O foco está em identificar o melhor momento do ciclo para a introdução dos espermatozoides no útero, o que é feito por meio de monitoramento ultrassonográfico. 

A preparação do sêmen para melhorar sua qualidade é fundamental, mas o processo em si é breve e apresenta menor risco de complicações.

Por outro lado, a fertilização in vitro envolve um conjunto de etapas mais detalhadas e complexas. O tratamento começa com a estimulação dos ovários para a produção de múltiplos óvulos, seguida pela coleta dos mesmos em procedimento realizado sob sedação leve. 

Depois, os óvulos são fertilizados em laboratório e os embriões são cultivados por alguns dias, até que estejam prontos para serem transferidos para o útero. Todo esse processo requer acompanhamento médico e laboratorial rigoroso, o que torna a FIV um tratamento de maior complexidade.

A inseminação artificial é um procedimento menos invasivo e que pode ser eficaz em diversas situações que envolvem dificuldades leves a moderadas para a concepção:

  • Problemas na qualidade ou quantidade do sêmen: a inseminação é indicada quando pequenas alterações dificultam a fertilização natural, mas podem ser contornadas com a preparação adequada do sêmen;
  • Alterações no muco cervical: quando o muco do colo do útero dificulta a passagem dos espermatozoides, o método permite ultrapassar essa barreira;
  • Infertilidade sem causa aparente: em casos em que não há um diagnóstico claro para a dificuldade em engravidar, a técnica é uma primeira alternativa menos invasiva;
  • Uso de sêmen de doador: indicada para mulheres que optam pelo uso de sêmen de doador, como casais homoafetivos femininos ou que desejam engravidar de forma independente. Por ser um procedimento menos invasivo e com bons índices de sucesso em casos sem fatores de infertilidade, essa técnica se mostra uma alternativa eficaz nesses contextos;
  • Condições favoráveis no sistema reprodutor feminino: para que seja eficaz, é fundamental que as trompas uterinas estejam desobstruídas e o útero apto para receber o embrião.

A fertilização in vitro é um procedimento mais complexo e minucioso, que permite a fecundação do óvulo em laboratório com acompanhamento especializado.

  • Falha em tentativas anteriores: quando já houve a tentativa de utilização de outros métodos de baixa complexidade;
  • Obstrução ou ausência das trompas uterinas: nessas condições, a fecundação dentro do corpo é inviável, tornando essa técnica a melhor alternativa;
  • Endometriose avançada: a doença pode comprometer a fertilidade, e a FIV oferece um caminho para contornar essas dificuldades;
  • Baixa reserva ovariana: quando a quantidade de óvulos disponíveis é reduzida, a fertilização em laboratório possibilita um controle mais eficiente;
  • Fatores masculinos severos: alterações significativas no sêmen que dificultam a fecundação natural podem demandar técnicas específicas da FIV, como a ICSI.

As taxas de sucesso de qualquer tratamento variam de acordo com diversos fatores, principalmente a idade da mulher, a qualidade dos óvulos e espermatozoides, a presença de doenças associadas e a experiência da clínica onde o tratamento é realizado.

De modo geral, a fertilização in vitro apresenta taxas de sucesso mais elevadas em comparação com a inseminação artificial, especialmente em casos de infertilidade mais complexa. 

E quais fatores influenciam as taxas de sucesso?

1. Idade da mulher: fator mais importante, pois influencia diretamente a qualidade dos óvulos;
2. Idade do homem: ao contrário do que se pensa, a idade do homem também é importante, considerando uma boa qualidade seminal;
3. Reserva ovariana: a quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis;
4. Qualidade embrionária: depende de óvulos, espermatozoides e condições do laboratório;
5. Endométrio receptivo: espessura e preparo adequado do útero para receber o embrião;
6. Estilo de vida: tabagismo, obesidade e estresse impactam negativamente;
7. Histórico reprodutivo: gestações anteriores aumentam a chance de sucesso.

Leia também: O impacto emocional da infertilidade: como cuidar da saúde emocional durante o tratamento?

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Qual é a principal diferença entre FIV e inseminação artificial?

A principal diferença está no local onde ocorre a fecundação. Na inseminação artificial, a fecundação acontece no corpo da mulher, enquanto na FIV, ela é realizada em laboratório.

Qual tratamento tem maior taxa de sucesso?

A fertilização in vitro costuma apresentar taxas de sucesso mais altas, especialmente em casos de infertilidade mais complexa. A inseminação artificial tem bons resultados em casos mais simples e quando há condições favoráveis.

A inseminação artificial é indicada para quem?

É indicada para casais com alterações leves no sêmen, infertilidade sem causa aparente, alterações no muco cervical, uso de sêmen de doador ou em casos onde as trompas e o útero estão saudáveis.

A FIV é indicada em quais situações?

Em casos de obstrução das trompas, endometriose avançada, baixa reserva ovariana, falhas em outros tratamentos, ou quando há alterações severas no sêmen que exigem técnicas laboratoriais como a ICSI.

Quais fatores ajudam a aumentar as taxas de sucesso nos procedimentos?

Diversos fatores podem influenciar positivamente as chances de sucesso da inseminação artificial e da fertilização in vitro, como a idade da mulher, a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides, o preparo adequado do endométrio e o acompanhamento médico individualizado. Além disso, manter hábitos saudáveis também contribui para melhores resultados.