Quando a primeira Fertilização In Vitro não traz o resultado esperado, é natural que venham sentimentos como frustração, dúvida, mas também o desejo de tentar novamente.

A boa notícia é que a segunda tentativa costuma representar um novo capítulo: mais aprendizado, mais precisão médica e, principalmente, mais confiança.

Com as informações obtidas no primeiro ciclo, a equipe médica consegue ajustar protocolos, compreender melhor a resposta do organismo e traçar estratégias personalizadas. Isso faz com que a segunda FIV seja, muitas vezes, mais assertiva e com taxas de sucesso maiores.

Neste conteúdo, vamos explicar o que muda entre uma tentativa e outra e como se preparar para essa nova fase. Acompanhe!

Por que a primeira FIV pode não dar certo?

A falha em um primeiro ciclo é mais comum do que parece, e não significa o fim da jornada. Cada organismo responde de uma forma ao tratamento, e entender o que aconteceu é o primeiro passo para ajustar o caminho. Entre os fatores mais comuns estão:

  1. Qualidade dos óvulos e espermatozoides: gametas envelhecidos ou com alterações genéticas reduzem o potencial de fertilização;
  2. Desenvolvimento embrionário: embriões com falhas cromossômicas podem não se implantar;
  3. Receptividade endometrial: o útero precisa estar na “janela de implantação” para acolher o embrião no momento ideal;
  4. Questões hormonais e imunológicas: desequilíbrios hormonais, trombofilias e respostas imunológicas inadequadas também podem interferir.

Além disso, idade materna, condições uterinas (como miomas e pólipos) e níveis de estresse influenciam no resultado.

Mas é importante lembrar que cada tentativa traz respostas valiosas. O aprendizado obtido no primeiro ciclo serve de base para um segundo tratamento mais ajustado e eficiente.

A segunda FIV tem mais chances de sucesso?

Sim, as chances da segunda FIV são significativamente maiores em comparação com o primeiro ciclo. 

Estudos internacionais mostram que a probabilidade de gravidez pode chegar a 65% na segunda FIV e ultrapassar 80% após três ciclos, especialmente quando são utilizados embriões geneticamente normais (euploides)

Esse resultado se deve ao chamado efeito cumulativo, em que cada tentativa oferece novas informações que ajudam a refinar a conduta médica e otimizar o protocolo.  Ou seja, cada etapa é um degrau na jornada da maternidade.

O que muda no tratamento da segunda FIV?

A segunda FIV é planejada com base em dados concretos do primeiro ciclo. Isso permite personalizar cada etapa e potencializar os resultados. 

O tratamento deixa de ser uma estimativa e passa a se apoiar em evidências sobre como o seu corpo respondeu anteriormente.

Ajustes de protocolo

O especialista avalia a resposta à estimulação ovariana e ajusta doses hormonais, frequência de exames e até o momento da coleta dos óvulos. Em alguns casos, adota técnicas complementares, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), para favorecer a fertilização.

Uso de embriões congelados

Quando há embriões excedentes do primeiro ciclo, eles podem ser transferidos sem repetir toda a estimulação. O corpo já está mais equilibrado, o que reduz desconfortos e aumenta a receptividade uterina.

Acompanhamento mais preciso

Com base no histórico anterior, você e sua equipe médica acompanham fatores como espessura endometrial, qualidade embrionária e níveis hormonais. 

Essa abordagem individualizada torna o processo mais eficiente e menos desgastante, oferecendo uma nova oportunidade para alcançar a gravidez tão desejada.

Como se preparar para a segunda tentativa de FIV?

A preparação começa com hábitos consistentes e acompanhamento médico criterioso. Essas atividades reduzem riscos, melhoram a resposta ao tratamento e ampliam as chances de sucesso.

Cuide da saúde física

Mantenha uma alimentação equilibrada, pratique exercícios leves, priorize o sono e evite álcool e cigarro. Pequenas mudanças no estilo de vida têm grande impacto na resposta ao tratamento.

Fortaleça a saúde emocional

A ansiedade e o medo são naturais após uma tentativa frustrada, mas podem ser amenizados com práticas de relaxamento, terapia ou apoio psicológico. E lembre-se que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.

Converse sobre novos exames

Em alguns casos, o médico pode recomendar testes complementares, como o PGT (teste genético pré-implantacional), para identificar embriões com maior potencial de implantação.

Esses cuidados tornam o processo mais previsível e aumentam as chances de sucesso no novo ciclo.

Quanto tempo esperar para iniciar a segunda FIV?

A recomendação mais comum é aguardar um a dois ciclos menstruais antes da segunda FIV. 

Esse tempo permite que o corpo se recupere, os hormônios se estabilizem e o protocolo seja reavaliado com calma. Afinal, mais do que seguir um prazo fixo, é essencial respeitar o ritmo do próprio corpo, e o momento emocional de cada paciente.

Aspectos emocionais e a jornada do paciente na segunda FIV

A saúde emocional é um fator determinante no sucesso da reprodução assistida. Depois de uma tentativa sem êxito, é comum sentir-se sobrecarregada ou insegura, e é justamente nesse ponto que o acolhimento faz diferença.

Na InVentre, acreditamos que a jornada reprodutiva vai muito além do tratamento médico. Por isso, criamos o InVentre Care, o primeiro programa do Brasil voltado à experiência do paciente em reprodução assistida.

Nosso time multidisciplinar com psicólogos, enfermeiros e especialistas, oferece um acompanhamento contínuo, ajudando você a viver cada etapa com leveza, clareza e apoio emocional.

Essa atenção integral fortalece o vínculo com a equipe, reduz a ansiedade e contribui diretamente para melhores resultados clínicos.

Saiba mais em: O impacto emocional da infertilidade: como cuidar da saúde emocional durante o tratamento?

Um novo ciclo com mais confiança e propósito na InVentre

A segunda tentativa de FIV não é apenas uma repetição, é uma nova oportunidade construída sobre aprendizado, ciência e cuidado.

Cada ajuste clínico e cada conversa com a equipe ajudam a transformar a experiência em um passo concreto rumo à realização do sonho.

Se você está pronta para recomeçar, conte com a InVentre para caminhar ao seu lado, com segurança, acolhimento e propósito. Porque cada jornada é única, e o seu sonho merece ser vivido com confiança.

Dúvidas frequentes sobre a segunda tentativa de FIV:

A segunda FIV tem mais chances de dar certo?

Sim. Estudos indicam que a segunda tentativa de FIV tem taxas de sucesso maiores porque o médico já conhece a resposta do corpo ao primeiro tratamento e pode ajustar o protocolo. Além disso, o uso de embriões congelados e a experiência emocional da paciente contribuem para melhores resultados.

Quanto tempo devo esperar entre uma FIV e outra?

O intervalo ideal entre FIVs é de um a dois ciclos menstruais, tempo suficiente para que os ovários se recuperem e os hormônios voltem ao equilíbrio. O médico define o momento certo conforme os resultados do primeiro ciclo e o bem-estar emocional da paciente.

 

O que fazer para aumentar as chances de sucesso na segunda FIV?

Manter hábitos saudáveis, controlar o estresse e seguir o acompanhamento médico de perto são fundamentais. Em alguns casos, exames complementares, como o teste genético pré-implantacional (PGT), ajudam a identificar embriões com maior potencial de implantação.