O espermograma é um dos exames mais importante para avaliar a fertilidade masculina. Simples, rápido e não invasivo, ele analisa a quantidade, a movimentação e o formato dos espermatozoides, oferecendo informações essenciais para identificar possíveis alterações que possam dificultar a conquista da gravidez.

Como aproximadamente 40% das dificuldades para engravidar estão relacionadas com o fator masculino, esse exame se torna indispensável na investigação inicial do casal. Ele permite compreender a saúde reprodutiva com precisão e orientar decisões clínicas de forma segura e transparente.

Continue a sua leitura para saber mais sobre o espermograma!

Afinal, o que é o espermograma e para que ele serve?

O espermograma é um exame laboratorial que avalia a qualidade do sêmen e dos espermatozoides produzidos pelo organismo masculino. 

Ele analisa aspectos como concentração, movimentação, morfologia, vitalidade e pH, informações essenciais para entender se os espermatozoides têm condições adequadas de alcançar e fecundar o óvulo.

Apesar de parecer técnico, o objetivo é simples: identificar se existe  algum fator masculino que possa estar dificultando a gravidez. O exame também ajuda a acompanhar tratamentos, investigar sintomas urológicos e orientar escolhas dentro da reprodução assistida.

Na InVentre, o espermograma é realizado em um ambiente pensado para garantir privacidade e conforto, com uma equipe especializada em andrologia pronta para esclarecer cada etapa com clareza, sensibilidade e acolhimento.

O que é possível identificar no espermograma?

O espermograma analisa muito mais do que a quantidade de espermatozoides. Ele oferece um retrato cuidadoso de como está a saúde reprodutiva masculina naquele momento, algo essencial quando o casal deseja entender, com clareza, quais caminhos seguir.

Ao observar a amostra seminal, o laboratório observa diferentes características que, em conjunto, ajudam a compreender se os espermatozoides têm condições de alcançar e fecundar o óvulo. 

Entre elas está a concentração, que mostra quantas células estão presentes em cada mililitro de sêmen. Esse número pode variar bastante ao longo dos meses e são  influenciados por fatores simples do cotidiano, como febre recente, estresse ou medicações.

Outro ponto importante é o volume seminal, ou seja, a quantidade de sêmen produzida na ejaculação. Ele funciona como um contexto, pois, quando o volume está muito abaixo ou acima do esperado, isso pode interferir na motilidade ou na concentração observada.

Falando em movimento, a motilidade é uma das informações mais relevantes do espermograma. Ela indica se os espermatozoides conseguem se deslocar de forma eficiente, algo fundamental para percorrerem o caminho natural até o óvulo. 

Já a morfologia observa a estrutura das células: 

  • cabeça;
  • peça intermediária;
  • cauda. 

Alterações nessas regiões podem dificultar a fecundação, mas também podem ser transitórias ou melhoradas com acompanhamento e orientações clínicas adequadas.

Outros aspectos completam essa avaliação, como a vitalidade, que identifica a porcentagem de espermatozoides vivos na amostra, o pH, que aponta se o sêmen está mais ácido ou alcalino do que o ideal, e a aglutinação, quando alguns espermatozoides ficam aderidos entre si e têm mais dificuldade para se movimentar.

Com base nesse conjunto de dados, o laudo pode trazer termos técnicos como: 

  • oligozoospermia (quando há menos espermatozoides do que o esperado);
  • astenozoospermia (motilidade reduzida);
  • teratozoospermia (alterações na morfologia);
  • azoospermia (ausência de espermatozoides).

Esses nomes, que  podem causar preocupação em um primeiro momento, mas são apenas classificações utilizadas para orientar a investigação e nunca devem ser interpretados isoladamente.

Na InVentre, cada resultado é explicado com calma, clareza e total transparência. Nosso propósito é ajudar o casal a entender o que o exame revela, o que pode ser apenas um achado temporário e quais são, de fato, os próximos passos necessários. Informação clara e acolhimento fazem parte da jornada desde o início.

Quando o espermograma é indicado e por que ele é tão importante?

O espermograma costuma ser um dos primeiros passos na investigação da fertilidade masculina. Ele ajuda a entender como está a produção e a qualidade dos espermatozoides,  informações fundamentais quando o casal está tentando engravidar e ainda não encontrou respostas.

Embora muitas pessoas associam o exame apenas às dificuldades de fertilidade, ele tem um papel mais amplo. Os principais momentos em que o espermograma é indicado incluem:

  • Tentativas de gravidez sem sucesso por 6 a 12 meses, mesmo em casais jovens;
  • Avaliação inicial da fertilidade masculina, para quem deseja entender sua saúde reprodutiva antes de tentar;
  • Histórico de infecções, varicocele, traumas ou cirurgias urológicas, que podem influenciar a qualidade seminal;
  • Alterações hormonais ou sinais clínicos que levantem dúvidas sobre a função testicular;
  • Pós-vasectomia, para confirmar se o procedimento foi eficaz;
  • Reversão de vasectomia, para avaliar a recuperação da produção espermática;
  • Situações em que há mudanças no estilo de vida, como uso de anabolizantes, tabagismo intenso ou exposição contínua ao calor.

Entender quando realizar o exame é importante não apenas para esclarecer um possível fator de infertilidade masculina, mas para trazer tranquilidade ao processo. 

O processo de investigação e entendimento é uma jornada do casal e o espermograma oferece dados objetivos que ajudam a direcionar os próximos passos com segurança, acolhimento e informação clara.

Leia mais sobre: Varicocele – principal causa da infertilidade masculina.

Como o exame de espermograma é realizado?

O espermograma é um exame simples e não invasivo. 

O paciente coleta, em local adequado, uma amostra de sêmen, por meio de masturbação. A orientação sobre o preparo do exame pode ser feita pelo especialista urologista, que geralmente indica o exame, ou pelo laboratório onde o espermograma será realizado.

De maneira geral, as orientações são:

  • Abstinência sexual de 3 a 5 dias antes do exame, para garantir que a amostra seja representativa;
  • Higiene adequada antes da coleta.

Com o avanço das técnicas de reprodução assistida e a crescente demanda por avaliações detalhadas da fertilidade masculina, o espermograma tornou-se um exame essencial na investigação da saúde reprodutiva do homem.

O que pode alterar o resultado do espermograma?

A qualidade seminal não é fixa. Ela altera ao longo das semanas e pode ser influenciada por situações muito simples do dia a dia.

O espermograma é especialmente sensível a essas variações. Diferentemente de outros exames laboratoriais, ele reflete o que aconteceu no organismo nas últimas semanas. Por isso, um resultado alterado não indica, por si só, um problema permanente. Em muitos casos, o laudo traduz apenas uma fase específica do funcionamento do corpo.

Diversos fatores podem influenciar o exame. Episódios de febre, por exemplo, são suficientes para reduzir temporariamente a concentração e a motilidade dos espermatozoides. O mesmo pode acontecer após infecções virais ou quadros urinários.

O estresse físico ou emocional também exerce impacto direto. Períodos de trabalho intenso, noites mal dormidas ou momentos de ansiedade podem comprometer a qualidade seminal, ainda que de forma reversível.

Outro ponto importante é a exposição ao calor. Banhos muito quentes, sauna frequente, roupas apertadas, uso prolongado de laptop sobre o colo ou até profissões em ambientes de alta temperatura diminuem a eficiência da produção espermática.

Há também fatores relacionados ao estilo de vida. O tabagismo, o álcool em excesso, o uso de anabolizantes e alguns medicamentos podem alterar a morfologia e a motilidade. O mesmo vale para hábitos alimentares muito restritivos, sedentarismo ou excesso de peso.

Até mesmo o intervalo de abstinência sexual influencia diretamente o exame. Coletas feitas com menos ou mais dias do que o recomendado podem alterar o volume, a concentração e até a qualidade do movimento dos espermatozoides.

Por isso, quando o espermograma apresenta alguma alteração, o mais importante é interpretar o resultado com calma e considerar os fatores que estavam presentes naquele período. Muitas vezes, ajustes simples ou a repetição do exame já oferecem um retrato mais fiel da saúde reprodutiva.

O que o espermograma pode representar na sua jornada?

Entender o resultado do espermograma vai muito além dos números descritos no laudo. 

Quando o casal compreende que a qualidade seminal pode variar e que muitas alterações são temporárias, o processo se torna mais leve e menos ansioso. 

O exame funciona como um retrato daquele momento e, sempre que há alguma dúvida, o especialista orienta ajustes simples ou a repetição da coleta para chegar a uma avaliação mais precisa.

Na InVentre, esse cuidado faz parte da jornada desde o início. Cada etapa é explicada com tranquilidade, cada dúvida é acolhida e cada resultado é interpretado considerando a história, o contexto e o sonho de cada casal. Nosso objetivo é que você se sinta seguro, amparado e bem informado ao longo de todo o caminho.

Se você está em dúvida sobre sua fertilidade ou deseja entender melhor como está a saúde reprodutiva, estamos aqui para ajudar. Agende uma conversa conosco.

Perguntas frequentes sobre o espermograma:

Como é feito o teste de espermograma?

O espermograma é um exame simples e não invasivo. A amostra de sêmen é coletada por masturbação em um ambiente reservado do laboratório e, em seguida, analisada para avaliar quantidade, movimento e forma dos espermatozoides.

O que não fazer antes do exame de espermograma?

É recomendado evitar relações sexuais por 3 a 5 dias, não consumir álcool em excesso, não usar anabolizantes ou medicamentos sem orientação, e evitar febre ou exposição intensa ao calor nos dias anteriores, pois tudo isso pode alterar o resultado.

Quando o espermograma indica infertilidade?

O espermograma sozinho não fecha um diagnóstico de infertilidade. Ele pode mostrar alterações na concentração, motilidade ou morfologia, mas a interpretação depende do conjunto de exames, da história clínica e, muitas vezes, da repetição do exame. O especialista é quem avalia se essas alterações têm impacto real na fertilidade.